Carros Mais Roubados e Furtados em 2026: Veja o Ranking

Saber quais são os carros mais roubados e furtados em 2026 ajuda motoristas a entenderem os riscos relacionados ao próprio veículo e a adotarem medidas de prevenção mais eficientes.

Modelos populares, com grande quantidade de unidades circulando e alta procura por peças de reposição, continuam ocupando as primeiras posições entre os veículos mais visados pelos criminosos.

No entanto, é importante fazer uma ressalva: até agosto de 2026, ainda não existe um ranking nacional definitivo que reúna, em tempo real, todos os registros policiais do país separados por modelo. O levantamento mais recente encontrado com detalhamento por veículo considera as ocorrências registradas entre janeiro e abril de 2026 na Região Metropolitana de São Paulo.

Mesmo sendo regional, o estudo ajuda a identificar tendências que também podem ser observadas em outras grandes cidades brasileiras.

Quais são os carros mais roubados e furtados em 2026?

O levantamento realizado pela Ituran com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo mostra que o Hyundai HB20 foi o carro com mais registros de roubo ou furto na Região Metropolitana de São Paulo durante o primeiro quadrimestre de 2026.

Veja o ranking:

PosiçãoModeloOcorrências
Hyundai HB20644
Ford Ka610
Chevrolet Onix592
Volkswagen Gol493
Fiat Uno485
Chevrolet Corsa446
Renault Kwid414
Fiat Argo393
Fiat Mobi389
10ºJeep Renegade345

Os números correspondem às ocorrências registradas entre janeiro e abril de 2026 na Grande São Paulo. O levantamento não deve ser interpretado como um ranking nacional definitivo, pois a quantidade e o perfil dos crimes podem variar de acordo com o estado, a cidade e até mesmo o bairro.

1. Hyundai HB20

Com 644 ocorrências, o Hyundai HB20 aparece na primeira colocação entre os veículos mais roubados ou furtados no levantamento de 2026.

O modelo possui uma frota expressiva nas ruas brasileiras e figura há anos entre os carros mais vendidos do país. Essa grande circulação também amplia a disponibilidade e a procura por componentes no mercado de reposição.

Isso não significa que todas as versões do HB20 apresentam o mesmo nível de risco. O ano de fabricação, a região de circulação, o local onde o automóvel permanece estacionado e os equipamentos de segurança instalados também influenciam a exposição.

2. Ford Ka

O Ford Ka aparece na segunda posição, com 610 registros.

Mesmo tendo saído de linha no Brasil, o modelo ainda conta com uma grande quantidade de unidades em circulação. A necessidade de reposição de componentes de veículos que já não são produzidos pode aumentar o interesse por peças usadas e alimentar o mercado clandestino.

3. Chevrolet Onix

O Chevrolet Onix ocupa a terceira colocação, com 592 ocorrências registradas entre janeiro e abril.

Por ser um dos automóveis mais populares do Brasil, o Onix possui grande presença nas ruas, ampla utilização por famílias e motoristas de aplicativo e um mercado movimentado de peças e acessórios.

A popularidade de um veículo não significa necessariamente que ele seja menos seguro. Entretanto, quanto maior a frota em circulação, maior também pode ser o número absoluto de ocorrências.

4. Volkswagen Gol

O Volkswagen Gol registrou 493 ocorrências e ocupa a quarta posição.

Produzido durante décadas, o modelo possui uma das maiores frotas circulantes do país. Existem unidades de diferentes gerações e anos de fabricação, incluindo muitos veículos com mais de dez anos de uso.

Esse perfil se aproxima de outra tendência identificada no levantamento: os automóveis mais antigos continuam concentrando uma parcela significativa dos roubos e furtos.

5. Fiat Uno

Na quinta posição está o Fiat Uno, com 485 registros.

O modelo é conhecido pela manutenção relativamente simples e pela ampla oferta de peças. Essas características, positivas para o proprietário, também podem tornar seus componentes mais fáceis de comercializar ilegalmente.

6. Chevrolet Corsa

O Chevrolet Corsa aparece em sexto lugar, com 446 ocorrências.

Assim como o Gol, o Uno e o Ka, o Corsa possui muitas unidades antigas circulando. Algumas delas contam com sistemas de segurança menos avançados do que os encontrados em veículos mais recentes.

7. Renault Kwid

Com 414 registros, o Renault Kwid ocupa a sétima posição.

A presença do modelo demonstra que não são apenas carros antigos ou fora de linha que podem ser visados. Veículos compactos mais recentes e com grande circulação nos centros urbanos também estão expostos.

8. Fiat Argo

O Fiat Argo aparece na oitava colocação, com 393 ocorrências.

O hatch é bastante utilizado em deslocamentos urbanos e também por motoristas profissionais, aumentando seu tempo de circulação e a exposição em vias públicas e estacionamentos.

9. Fiat Mobi

O Fiat Mobi registrou 389 casos e ocupa a nona posição.

Sua presença no ranking reforça a predominância dos carros compactos populares, que representam uma parcela importante da frota brasileira.

10. Jeep Renegade

O Jeep Renegade fecha o ranking com 345 ocorrências.

Ele é o único SUV entre os dez primeiros colocados do levantamento. Sua presença mostra que os riscos não estão limitados aos hatches de entrada. SUVs com grande quantidade de unidades circulando também podem despertar o interesse de grupos especializados.

Por que carros populares são tão roubados ou furtados?

Não existe apenas um motivo para determinado modelo aparecer entre os mais visados. Geralmente, diferentes fatores se combinam.

Grande quantidade de veículos circulando

Carros populares estão presentes em praticamente todas as cidades brasileiras. Quanto maior a quantidade de unidades nas ruas, maior tende a ser o número absoluto de ocorrências envolvendo aquele modelo.

Por isso, um carro liderar o ranking em número de casos não significa, automaticamente, que cada unidade tenha o maior risco proporcional do mercado.

Procura por peças de reposição

Veículos populares possuem um mercado amplo de manutenção e reposição de componentes. Peças mecânicas, módulos eletrônicos, rodas, faróis, retrovisores e componentes de acabamento podem ser comercializados ilegalmente.

Modelos com componentes compartilhados entre diferentes anos ou versões também podem despertar maior interesse de desmanches clandestinos.

Idade do veículo

Os automóveis com mais de dez anos de fabricação concentraram 5.485 ocorrências na Grande São Paulo durante o período analisado. Veículos com idade entre cinco e dez anos apareceram logo depois, com 5.171 casos.

Somadas, essas duas faixas representaram mais de 10 mil ocorrências entre janeiro e abril de 2026. Veículos com até dois anos de fabricação, por outro lado, registraram 834 casos.

Carros mais antigos podem contar com sistemas eletrônicos menos avançados, além de possuírem grande demanda por componentes de reposição.

Hábitos de estacionamento

Deixar o veículo durante longos períodos em ruas pouco movimentadas, locais sem iluminação ou estacionamentos sem monitoramento pode aumentar a exposição.

O comportamento do motorista, portanto, também deve ser considerado, independentemente da posição do automóvel no ranking.

Houve aumento nos roubos e furtos em 2026?

Na Região Metropolitana de São Paulo, houve redução no total de ocorrências durante o primeiro quadrimestre de 2026.

Foram registrados 14.108 roubos e furtos de automóveis entre janeiro e abril, contra 16.655 casos no mesmo período anterior. A diferença representa uma queda de 15,3%.

Apesar da redução, o número continua elevado e reforça a importância da prevenção.

Furto de veículos é mais comum que roubo?

No levantamento analisado, os furtos representaram 87,1% das ocorrências, enquanto os roubos corresponderam a 12,9%.

No furto, o veículo é subtraído sem violência ou grave ameaça direta contra a vítima. Já o roubo envolve violência, grave ameaça ou redução da capacidade de resistência da pessoa. Essa diferenciação está prevista nos artigos 155 e 157 do Código Penal.

A predominância dos furtos mostra que muitos crimes acontecem enquanto o automóvel está estacionado, sem contato direto entre o proprietário e o criminoso.

Quais são os dias com mais ocorrências?

Os dias úteis concentraram a maior parte dos roubos e furtos registrados na Grande São Paulo.

A quarta-feira apareceu na primeira posição, com 2.720 casos, seguida pela quinta-feira, com 2.713, e pela terça-feira, com 2.561 ocorrências.

Sábado e domingo apresentaram os menores números, com 1.258 e 1.183 casos, respectivamente.

Esse resultado pode estar relacionado à maior circulação de veículos durante os dias úteis, quando os automóveis permanecem por mais tempo próximos a empresas, escolas, centros comerciais, estações e vias movimentadas.

Qual é o horário com mais roubos e furtos?

A noite liderou o levantamento, com 4.137 registros. Em seguida apareceram os períodos da tarde e da manhã.

Entre os locais mais afetados, a cidade de São Paulo concentrou a maior parte das ocorrências, seguida por Guarulhos e Santo André. Na capital, Penha, Ipiranga e Tatuapé apareceram entre os bairros com mais casos.

O risco, entretanto, muda conforme a região. Um modelo muito visado em São Paulo pode apresentar um comportamento diferente em Minas Gerais, Goiás ou outros estados.

Como diminuir o risco de roubo ou furto do carro?

Nenhuma medida consegue eliminar completamente o risco, mas a combinação de diferentes cuidados pode dificultar a ação criminosa.

Estacione em locais movimentados

Dê preferência a estacionamentos fechados, monitorados e com controle de entrada e saída. Quando isso não for possível, procure ruas iluminadas e com circulação de pessoas.

Não deixe objetos visíveis

Mochilas, bolsas, celulares, caixas e outros objetos podem chamar a atenção, mesmo quando não possuem grande valor.

Guarde os itens no porta-malas antes de chegar ao destino, evitando mostrar que existem objetos no interior do veículo.

Utilize dispositivos de segurança

Alarmes, travas adicionais, bloqueadores e rastreadores podem complementar a segurança original do automóvel.

O equipamento deve ser instalado por profissionais qualificados para evitar problemas elétricos ou interferências no funcionamento do veículo.

Evite criar rotinas previsíveis

Quando possível, alterne horários, trajetos e locais de estacionamento. Rotinas muito previsíveis podem facilitar o acompanhamento do veículo.

Mantenha atenção ao entrar e sair

Antes de abrir o portão ou estacionar, observe se existem pessoas ou veículos em comportamento suspeito nas proximidades.

Em uma situação de ameaça, priorize sua integridade física. Não tente reagir ou perseguir os criminosos.

Considere uma proteção para o veículo

Além das medidas preventivas, o proprietário pode avaliar opções de proteção contra roubo e furto.

Antes da adesão, analise atentamente o regulamento, os benefícios contratados, os critérios de indenização, os prazos, a participação do associado e as situações de exclusão.

O que fazer se o veículo for roubado ou furtado?

Ao perceber o desaparecimento do automóvel ou ser vítima de um roubo:

  1. Procure um local seguro.
  2. Acione imediatamente as autoridades policiais.
  3. Registre o Boletim de Ocorrência.
  4. Informe corretamente placa, modelo, cor e características do veículo.
  5. Comunique a empresa de rastreamento, quando houver.
  6. Entre em contato com a associação ou seguradora responsável pela proteção.
  7. Separe os documentos exigidos para iniciar o procedimento.
  8. Não tente recuperar o veículo por conta própria.

Os procedimentos de bloqueio e registro podem variar conforme o estado. Em Minas Gerais, por exemplo, o Boletim de Ocorrência permite a sinalização do furto ou roubo nas bases estaduais e nacionais, sendo necessário observar as etapas para transformar a sinalização em impedimento definitivo.

Meu carro está no ranking. Devo me preocupar?

Ter um veículo presente no ranking não significa que ele será necessariamente roubado ou furtado.

A lista apresenta números absolutos. Modelos populares, com milhões de unidades circulando, naturalmente podem acumular mais registros do que veículos raros.

O risco individual depende de diversos fatores:

  • Cidade e bairro de circulação;
  • Ano e versão do veículo;
  • Local onde o carro passa a noite;
  • Existência de garagem;
  • Tempo estacionado em vias públicas;
  • Equipamentos de segurança;
  • Forma de utilização do automóvel;
  • Histórico de ocorrências na região.

O ranking deve ser utilizado como um alerta para reforçar os cuidados, e não como o único critério para escolher ou vender um veículo.

Proteja seu patrimônio contra os imprevistos

Roubo e furto podem acontecer até mesmo com motoristas cuidadosos. Por isso, segurança veicular deve combinar prevenção, atenção no trânsito, equipamentos adequados e uma solução de proteção compatível com a rotina do proprietário.

Na AutoCar, você pode conhecer as opções disponíveis para proteger seu veículo diante de diferentes imprevistos. Antes da adesão, consulte o regulamento, os benefícios, limites e condições aplicáveis ao seu veículo.

Fale com a equipe AutoCar e solicite uma cotação.

Perguntas frequentes

Qual é o carro mais roubado em 2026?

No levantamento da Região Metropolitana de São Paulo referente ao período entre janeiro e abril de 2026, o Hyundai HB20 apareceu na primeira posição, com 644 ocorrências.

Quais são os três carros mais roubados e furtados em 2026?

No recorte analisado, os três primeiros foram Hyundai HB20, com 644 casos; Ford Ka, com 610; e Chevrolet Onix, com 592 ocorrências.

O ranking vale para todo o Brasil?

Não. Os dados apresentados por modelo são referentes à Região Metropolitana de São Paulo. Os índices podem mudar de acordo com o estado e a cidade.

Carros antigos são mais visados?

No levantamento de 2026, os veículos com mais de dez anos registraram o maior número de ocorrências. Modelos com idade entre cinco e dez anos ficaram na segunda posição.

Qual é a diferença entre roubo e furto de veículo?

O furto acontece sem violência ou grave ameaça contra a vítima. O roubo envolve violência, ameaça ou impossibilidade de resistência.

Ter rastreador impede o furto?

O rastreador não impede necessariamente que o crime aconteça, mas pode ajudar no monitoramento e na localização do automóvel. Ele deve ser utilizado em conjunto com outras medidas de prevenção.

Proteção veicular pode cobrir roubo e furto?

A disponibilidade depende do programa contratado e das regras da associação. O associado deve consultar o regulamento, os benefícios incluídos, os documentos exigidos e as condições para eventual indenização.

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